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Nas Filipinas, o ensino à distância revela a exclusão digital

Confira aqui
Forçadas a seguir uma política de “sem vacina, sem aulas”, as Filipinas implementaram
programas de ensino à distância que exacerbam as desigualdades existentes.
Erika Marie Custodio, de 18 anos, caloura na faculdade, estava vasculhando a internet em
busca de ofertas de tablets e laptops quando descobriu o Shopee Bubble, um jogo em que os
jogadores podem ganhar “diamantes” virtuais para serem trocados por prêmios. Agora, ela
joga todos os dias.
Custodio está determinada a ganhar pelo menos 600 diamantes, que ela pode trocar por um
tablet para usar em suas aulas online no Emilio Aguinaldo College em Cavite, um subúrbio fora
de Manila.
Agora, apenas a meio caminho de seu objetivo, ela tem que se contentar com a tela de 5
polegadas de seu telefone celular como sua “sala de aula”. Uma tela tão pequena torna difícil
digitar perguntas ou comentários na caixa de bate-papo ao sintonizar. “Sinto que estou
perdendo as discussões em sala de aula”, disse Custodio. Para lidar com isso, ela baixa os
planos de aula em seu telefone e depois os reescreve no papel para facilitar a leitura. Ao todo,
ela passa cerca de 9 horas por dia estudando.